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Festa da Irmandade da Boa Morte recebe título federal de promoção da igualdade racial

 Festa da Irmandade da Boa Morte recebe título federal de promoção da igualdade racial

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A primeira-dama do Brasil, Janja da Silva, as ministras Margareth Menezes (Cultura) e Anielle Franco (Igualdade Racial), visitaram a sede da Irmandade da Boa Morte, em Cachoeira, nesta sexta-feira (15). Até o próximo domingo (17), a cidade sedia a tradicional celebração à Nossa Senhora da Boa Morte, que acontece desde 1820.

Durante a visita, as ministras fizeram anúncios para a cultura popular, os povos de terreiro e para a promoção da igualdade racial.

“A Festa da Boa Morte tem uma importância muito grande por tudo que já entregou para a sociedade brasileira, resgatando a história, em outros tempos comprando a liberdade de pessoas escravizadas. É uma história muito comovente. É uma comunidade de mulheres, um movimento de mulheres defendendo a liberdade, defendendo os direitos humanos”, relatou a ministra da Cultura Margareth Menezes

Premiação

Antes do tradicional cortejo, as autoridades entregaram o Prêmio do Ministério da Cultura para dona Dalva, sambista tradicional de Cachoeira. Além disso, foram anunciadas as obras pelo PAC Cidades para a Casa de Samba da Dona Dalva e para o Terreiro Ilê Axé Icimimó. Dona Dalva também foi apresentada como a provedora da Festa da Boa Morte de 2026. Ainda foi entregue ao terreiro uma placa de tombamento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Entre os anúncios para Cachoeira, está a adesão do município à política de Povos de Terreiro do Governo Federal e ao Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SINAPIR). Outras 12 prefeituras, além da de Cachoeira, entraram no sistema nacional.

Assim, a prefeita cachoeirana, Eliana Gonzaga, representou os municípios contemplados. “É uma alegria estar representando aqui os municípios da Bahia e assumindo essa responsabilidade de combater o racismo, não só em Cachoeira, mas em todo o país”, disse.

Missa solene

Na Igreja da Matriz de Cachoeira as autoridades participaram da missa solene. Na ocasião, Janja da Silva e as ministras foram homenageadas pela Irmandade da Boa Morte pela contribuição com políticas de valorização da cultura.

Para o secretário da Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, a festa é uma tradição bicentenária de fé, de resistência e de preservação da memória cultural.

“O Governo do Estado reconhece essa festa como patrimônio imaterial da Bahia desde 2010 e, com muito respeito, nós construímos a cada ano em diálogo com as irmãs da Boa Morte. A nossa participação e o nosso apoio acontecem com um diálogo muito respeitoso as nossas senhoras, que representam gerações de mulheres negras que, desde a escravização, lutam pela liberdade”, explicou Monteiro.

Políticas federais

À frente da festa religiosa, a Irmandade da Boa Morte também recebeu o título de Promotora da Igualdade Racial pelo Governo Federal. A tradição afro-católica, conduzida exclusivamente por mulheres negras, iniciou no século XVII em Salvador e transferida para a Cachoeira em meio a conflitos que marcaram a capital baiana.

Conforme explicou a provedora da festa deste ano, Irmã Neci Santos Leite, o principal papel da entidade religiosa foi garantir uma partida digna às pessoas vulneráveis e fazer ressoar a mensagem de liberdade.

“É o nosso reconhecimento de uma alforria. Isso foi uma busca, uma luta nossa ao longo dos séculos e começou com nossos ancestrais escravizados. Pessoas escravizadas não tinham direito a uma morte digna, eram jogadas em uma vala, de qualquer jeito, para os bichos destruírem. Então, nossa busca foi sempre por dignidade e por liberdade”, contou Irmã Neci, que ocupa com outras integrantes, anualmente, os cargos de provedora, procuradora, tesoureira e escrivã, responsáveis pela organização dos rituais e atividades culturais.

A Festa da Boa Morte começou na última quarta-feira (13) e vai até o próximo domingo (17). Portanto, durante este período, ocorrem manifestações culturais, sambas de roda, missas, procissões e espaço dedicados ao empreendedorismo negro na cidade de Cachoeira.

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