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“Pessoas que estão aplaudindo deveriam estar preocupadas”, diz defesa de Binho Galinha após manutenção da prisão

 “Pessoas que estão aplaudindo deveriam estar preocupadas”, diz defesa de Binho Galinha após manutenção da prisão

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Após a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) decidir, na manhã desta sexta-feira (10), pela manutenção da prisão do deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha (PRD), o advogado de defesa Gamil Föppel lamentou o ocorrido.

O jurista afirma que as prerrogativas dos parlamentares não são favores otorgados a eles, mas existem para que eles exerçam as atividades de forma livre, autônoma e de forma independente.

“E hoje, eventualmente, pessoas que podem estar aplaudindo essa decisão deveriam estar, na verdade, preocupadas. Porque o mesmo diploma legal que é a Constituição, que assegura a inviolabilidade prisional dos deputados, é o mesmo diploma que assegura a inviolabilidade do domicílio, por exemplo. Então, lamentavelmente, estamos caminhando para um tempo em que é possível criar exceções à Constituição quando se quer que essas exceções sejam criadas”, lamentou em entrevista coletiva.

Na ocasão, o advogado refletiu sobre a possibilidade da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) realizar uma nova votação sobre a perda do mandato. Segundo ele, é preciso aguardar para saber se o procedimento será adotado e que, por enquanto, resta acatar a decisão.

No entanto, Gamil confirmou que a defesa já entrou com ações para questionar a legalidade da prisão.

“Já existem ações de impugnação em curso, inclusive foi divulgado, e eu sei que não foi divulgado por mal, que o STJ teria negado o habeas corpus. Na verdade, o STJ não negou o habeas corpus. O STJ não conheceu de um habeas corpus porque entendeu que havia supressão de instâncias, porque a matéria está no Tribunal de Justiça do Estado da Bahia.”

Reversão da decisão sobre Binho Galinha

De acordo com o advogado, o processo contém vícios graves, mas ele confia na reversão em instâncias superiores, apesar do “longo caminho para percorrer”.

“Há nulidades insuperáveis nesse processo, que violam o devido processo legal, que violam o princípio do juiz natural e que seguramente, desde que se respeite a legislação, serão acolhidas e acatadas um dia e aí, depois as explicações vão precisar ser dadas”.

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